Paralisia Facial

Paralisia total de todos, ou alguns, músculos da expressão facial.

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Paralisia Facial Bilateral

Paralisia Facial Bilateral

A paralisia facial pode ser um problema de saúde extremamente debilitante, especialmente a paralisia facial bilateral que é uma condição rara e incomum na literatura neurocirúrgica.

A sua incidência é de um caso em cada 5 milhões de pessoas por ano, quando comparada com a paralisia facial unilateral que tem cerca de 1,000 em cada 5 milhões de pessoas por ano. As causas para a paralisia facial bilateral variam desde infeções, tumores, ferimentos na cabeça, doenças degenerativas, doenças vasculares etc. Os ferimentos na cabeça são responsáveis por cerca de 5 porcento de todos os casos de paralisia facial. A fratura do osso temporal é uma causa conhecida de paralisia facial, e é responsável por aproximadamente 3 porcento dos casos de paralisia facial bilateral. É também um desafio ao diagnóstico, o qual ao contrário da paralisia facial unilateral, pode ser difícil de reconhecer por causa da ausência de assimetria facial.

A paralisia facial simultânea é descrita como paralisia facial que envolve ambos os lados da face ocorrendo com um intervalo de 4 semanas entre cada um, e encontra-se me cerca de 0.3-2 porcento da paralisia facial. As etiologias da paralisia facial bilateral variam entre infeções, tumores, ferimentos na cabeça, doenças degenerativas, doenças vasculares , idiopática. As adições mais marcantes para o diagnóstico diferencial da paralisia facial bilateral são a doença de Lyme (36%), a etiologia mais comum, o síndrome Guillain-Barre (5%) e SIDA (0.9%). A causa comum de paralisia facial bilateral é a doença de Lyme (36%), provocada pelas espiroquetas borrelia burgdorferi. A paralisia facial tem demonstrado ocorrer em 11 porcento dos pacientes com a doença de Lyme e é bilateral em 30 porcento destes pacientes. Um diagnóstico de paralisia bilateral de Bell (9%) deve ser apenas atribuído após uma procura extensiva de causas possíveis da doença ter sido eliminada, a qual é causada por infeções virais, vaso espasmos, um fenómeno autoimune. O síndrome Guillain-Barre é normalmente considerado uma polirradiculoneurite viral inflamatória pós infeciosa. A paralisia facial bilateral tem sido reportada em 50% dos pacientes com paralisia facial e poderá ser a única manifestação clínica do síndrome Guillain-Barre.

Cerca de 5 porcento de todos os casos de paralisia facial resultam de ferimentos na cabeça. O osso temporal é afetado em mais de um terço das fraturas basilares. Enquanto que a lesão unilateral é comumente observada, fraturas bilaterais no osso temporal são incomuns. As fraturas no osso temporal são uma causa conhecida da paralisia facial, e é responsável por aproximadamente 3 porcento das paralisias faciais bilaterais. Infelizmente, o diagnóstico precoce de paralisia facial bilateral temporal num traumatismo crânio-encefálico pode ser particularmente desafiante devido à severa natureza do ferimento, défices cognitivos e afetivos associados e outras complicações secundárias.

No diagnóstico da paralisia facial bilateral, o aspeto mais importante da avaliação é a história clínica e um exame físico completo, incluindo um exame completo à cabeça e pescoço, exame neurológico completo, o teste Shirmer, testes eletrodiagnósticos. Todos os pacientes com paralisia facial bilateral devem fazer avaliações completas. A paralisia facial unilateral é normalmente idiopática (por exemplo a paralisia de Bell), enquanto que a paralisia facial bilateral tem normalmente uma patologia subjacente.

A eficácia de esteroides permanece controversa em pacientes com paralisia facial. Mas, os esteroides são normalmente administrados a pacientes com paralisia facial ou traumática ou infeciosa. Os esteroides têm sido utilizados para reduzir o edema, inchaços ou a formação de cicatriz. O benefício marginal do tratamento a esteroides em paralisia facial idiopática é demonstrado num estudo controlado aleatório de dupla ocultação. Além disso, um aspeto importante na gestão do cuidado ao paciente é a prevenção de queratite de exposição através da utilização de lágrimas artificiais e lubrificantes.

O prognóstico para a paralisia facial bilateral depende de etiologia subjacente. Se a etiologia puder ser identificada e gerida com sucesso, o prognóstico sere excelente.



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10 December 2013